Ouvindo relatos de algumas mamães, percebi a importância de escrever sobre o assunto.


 

O óleo mineral, também conhecido por parafina líquida, petrolato líquido pesado, óleo branco, vaselina líquida, paraffinum liquidum e mineral oil; é um óleo derivado do petróleo, que por ser de baixo custo é produzido em larga escala. Infelizmente, por possuir um baixo valor de produção, muitas indústrias de cosméticos fabricam produtos para massagem utilizando o óleo mineral como matéria prima.

Essa substância não é absorvida pela pele, formando uma camada isolante – daí vem a falsa sensação de hidratação -, provocando obstrução dos poros. Desta forma, aumenta o risco de a criança desenvolver as famosas brotoejas; além de possuir alto potencial alergênico (imaginem então no bebê que possui a pele bem sensível e o sistema imunológico imaturo).

Calma… mas o que são brotoejas? Quando faz calor, a criança transpira para diminuir a temperatura do corpo. A brotoeja aparece quando o suor entope os poros da pele e fica impedido de sair. (Os bebês novinhos ficam especialmente propensos às brotoejas porque seus poros são menores). As brotoejas não costumam doer, mas podem coçar bastante e isso deixa o bebê bastante incomodado.

Os óleos minerais não possuem um aroma prazeroso. Então, para deixar um cheirinho mais agradável e atrativo para o comércio, os fabricantes ainda acrescentam essências! E isso não é uma coisa boa. Surpresa em saber? Mais adiante, ainda nesse post, escreverei sobre isso.

Nossa! Com tudo isso será que existe alguma coisa boa? O que posso usar no meu bebê? Agora, vamos falar o que há de bom.

Os óleos utilizados para massagear os bebês – que você, mamãe, também pode usar na sua pele – são óleos vegetais ou ceras; cada um com sua indicação conforme a finalidade e tipo de pele.

Como o próprio nome sugere, são óleos retirados em sua plenitude da natureza. São extraídos principalmente da semente de plantas e frutas – que são os mais utilizados e indicados – por um processo chamado de prensagem a frio.

Os óleos vegetais são absorvidos pela pele – uns com maior facilidade, outros com um pouco menos – e não formam a camada isolante como acontece com o óleo mineral. Além disso, o óleo vegetal não serve simplesmente para facilitar o deslize das mãos pelo corpo. Um óleo de boa procedência é rico em vitaminas, minerais e ácidos graxos (como ômega 3 e 6). Resumindo; eles possuem propriedades terapêuticas.

Como prometi no início, vou falar rapidamente sobre diferença entre essência e óleo essencial.

Os óleos essenciais são substâncias produzidas pelas plantas, onde são estocadas em células encontradas nas folhas, tronco, pétalas de flores, raízes e sementes. Assim, como os óleos vegetais, também possuem propriedades terapêuticas; porém, são muito mais concentrados. Por exemplo, 1 gota de óleo essencial de erva doce equivale a 24 xícaras de chá da planta.

Já a essência é um produto sintético feito em laboratório, com um aroma semelhante ao da planta, mas sem nenhuma propriedade terapêutica. E por ser sintético, também possui risco maior de desenvolver alergia.

A natureza é maravilhosa, não é!? Vivo me apaixonando!

 

Por: Mariana Zamprogno (enfermeira da Amor Materno).

 

 

 

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